domingo, 23 de novembro de 2008
rascunhos
uma vista de névoa se forma entre os prédios, um desenho arquitetado, os traços delineiam no horizonte uma geometria que pouco entendo. as luzes vão se acendendo aos poucos. a muita luz do dia vai se apagando. já passa das sete. horário de verão. que tempo esse? chuvoso, neblinado. horário de verão cheio de chuviscos. qual a diferença entre pingos e gotas, me pergunto. caem pingos menores que gotas menores que pingos. não são pingos. a chuva é sempre tão variada. combina com o vento sua forma. e agora mesmo, caindo aos estilhaços, uma poeira de água, torna as luzes natalinas agradáveis de se olhar pela janela... nesse início de noite... e como não gosto de domingos, sobretudo, depois das seis da tarde (recordo do sofrimento de ir à missa, da fatigante semana tão longa na manhã de segunda), a chuva me faz companhia, uma música que faz querer dormir o quanto antes. um barulhinho... bom... como (lá vêm elas outra vez) quando alguém abraça meus pés gelados.
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