quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
"Para os outros, o universo parece honesto. Parece honesto para as pessoas de bem porque elas têm os olhos castrados. É por isso que temem a obscenidade. Não sentem nenhuma angústia ao ouvir o grito do galo ou ao descobrirem o céu estrelado. Em geral, apreciam os 'prazeres da carne', na condição de que sejam insossos."
G. Bataille
G. Bataille
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
cronologia
revisitei sentimentos rabiscados e dedici publicá-los. para minha surpresa, escrevi fora do tempo. a cronologia tratou de ordenar os rascunhos nos "devidos" lugares, já que eu... tenho percursos pouco lineares. quem configurou esse blog imagina que "uma vez transfigurada em palavras, lá devo permanecer, naquele dia, no momento em que supus senti-las!" e o que se passa hoje quem há de registrar?
lá se foi para junho um poema que até agora estava escrevendo. sendo assim, o deixo... preso ao tempo.
lá se foi para junho um poema que até agora estava escrevendo. sendo assim, o deixo... preso ao tempo.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
meu corpo
eu sou meu corpo. ele delimita os espaços que meus passos atravessam. a borda do mundo. meus cabelos dançam com o vento. um giro e tudo ao redor se move comigo. meu corpo se expande. por dentro e por fora, pulsando milhões de partículas. o sangue que circula em eterno retorno. meu corpo emite sons quando calo minha consciência. o primeiro sentido que desperta é o tato. meu corpo sorve o ar e logo o lança de volta. eu sou os sabores que meu corpo experimenta. variações de temperaturas. o arrepio. o sussurro. meu corpo é um mistério. senti-lo é um milagre.
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domingo, 23 de novembro de 2008
rascunhos
uma vista de névoa se forma entre os prédios, um desenho arquitetado, os traços delineiam no horizonte uma geometria que pouco entendo. as luzes vão se acendendo aos poucos. a muita luz do dia vai se apagando. já passa das sete. horário de verão. que tempo esse? chuvoso, neblinado. horário de verão cheio de chuviscos. qual a diferença entre pingos e gotas, me pergunto. caem pingos menores que gotas menores que pingos. não são pingos. a chuva é sempre tão variada. combina com o vento sua forma. e agora mesmo, caindo aos estilhaços, uma poeira de água, torna as luzes natalinas agradáveis de se olhar pela janela... nesse início de noite... e como não gosto de domingos, sobretudo, depois das seis da tarde (recordo do sofrimento de ir à missa, da fatigante semana tão longa na manhã de segunda), a chuva me faz companhia, uma música que faz querer dormir o quanto antes. um barulhinho... bom... como (lá vêm elas outra vez) quando alguém abraça meus pés gelados.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
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